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Católicos e luteranos comemoram dez anos da Declaração Conjunta sobre a Justificação

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A Igreja Católica e a Igreja de Confissão Luterana comemoram, amanhã, 31, os dez anos da Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação. A Declaração foi assinada em Augsburgo, na Alemanha, entre a Federação Luterana Mundial e a Igreja Católica Romana.

 

“Esta Declaração Conjunta sobre a Justificação pela graça revela a possibilidade de vivermos a mesma fé com expressões diferentes, como a grande comunidade do Pai, em Jesus Cristo, no Espírito Santo”, diz a nota divulga pela CNBB e pela Igreja de Confissão Luterana no Brasil. “Após séculos de história, o Espírito Santo conduziu nossas mentes e corações à escuta e ao diálogo, fazendo-nos mais próximos na profissão da fé no Senhor que nos chama a viver em conformidade com a graça recebida”, continua a nota.

 

Resultado de um longo diálogo entre luteranos e católicos, a Declaração é uma referência no campo ecumênico. Com o documento a Federação Luterana Mundial e o Vaticano afirmam que as repetidas condenações recíprocas, ocorridas durante séculos em matéria de justificação, não seriam mais objeto da doutrina das respectivas Igrejas. Em 2006 a declaração foi assinada também pelas Igrejas pertencentes ao Conselho Mundial das Igrejas Metodistas.

 

Em Augsburgo, um simpósio é realizado hoje e amanhã para celebrar a data. Participam das comemorações o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, e o secretário geral da Federação Luterana Mundial, Ishmael Noko.

 

Em Brasília, Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Brasília (CECLB) também comemora a histórica data com apoio do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic). No templo da CECLB, amanhã, às 17h, haverá palestra com o pastor sinodal Carlos Möller e exibição do filme que mostra o ato da Assinatura da Declaração Conjunta entre IECLB e a CNBB em Brasília em 1999. Às 20h, haverá uma celebração conjunta da Reforma com pregação do pastor Paulo Weirich.

 

 

 

Veja a íntegra da Declaração:

 

http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/documents/rc_pc_chrstuni_doc_31101999_cath-luth-joint-declaration_po.html

 

http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/documents/rc_pc_chrstuni_doc_31101999_cath-luth-official-statement_po.html

Escrito por jcdbatista

Novembro 2, 2009 em 9:01 am

O Saber do Catequista: preparar-se para servir

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“O momento histórico em que vivemos … exige dos evangelizadores preparo, qualificação e atualização. Qualquer atividade pastoral que não conte, para a sua realização, com pessoas realmente formadas e preparadas, coloca em risco a sua qualidade”.
(Diretório Geral de Catequese – DGC, nº 234)

O Diretório Nacional de Catequese (DNC) cita estas palavras do DGC quando fala da importância da formação inicial e permanente de catequistas, tendo em vista o exercício de sua missão (ver DNC, nº 252).
A formação de catequistas é um instrumento valioso na preparação de pessoas para o ministério catequético, pois lhes dá segurança no anúncio do Evangelho. Além disso, o/a catequista cresce e se realiza como pessoa, assumindo sua missão com alegria e satisfação. A qualidade de sua ação pastoral também é aprimorada, dinamizando suas atividades.
É por isso que muitas/os catequistas estão participando das Escolas Bíblico-Catequéticas regionais, diocesanas e paroquiais. Também temos cursos de pós-graduação na área catequética em algumas partes de nosso país, onde várias pessoas aprofundam seus conhecimentos. Isto revela o amor e a dedicação de milhares de catequistas que generosamente investem tempo e dinheiro para melhor servir o Povo de Deus.
O DGC insiste em três aspectos do conhecimento que são importantes no exercício do ministério catequético: 1. a mensagem a ser transmitida; 2. o interlocutor que recebe a mensagem; 3. o contexto social em que vivemos.

A mensagem
“A mensagem é mais que doutrina, pois ela não se limita a propor idéias. A mensagem é vida” (João Paulo II, citado no DNC 97). A mensagem catequética faz ecoar a mensagem de Jesus, que nos comunicou o mistério da Santíssima Trindade, Deus-Comunhão(ver DNC 100). O centro da mensagem catequética é anunciar que “a salvação é oferecida a todas as pessoas, como dom da graça e da misericórdia de Deus” (Paulo VI, Evangelii Nuntiandi 27a).
O DNC nos apresenta alguns critérios para anunciar esta mensagem: Em primeiro lugar está a centralidade da pessoa de Jesus Cristo, depois vem a valorização da dignidade humana, o anúncio da Boa Nova do Reino de Deus, o caráter eclesial da mensagem, a exigência da inculturação e, por fim, a hierarquia das verdades da fé (ver DNC 105). Importante ressaltar que a fonte da mensagem a ser anunciada encontra-se na Palavra de Deus transmitida na Tradição e na Escritura. “A Igreja quer que em todo ministério da Palavra, a Sagrada Escritura tenha uma posição pró-eminente” (DGC 127).

O interlocutor
Em vez de falar de “destinatário”, o DNC prefere usar “interlocutor”, já que o catequizando interage no processo catequético (ver DNC, cap. 6). Além de levar em consideração as diferentes etapas da vida humana (idosa, adulta, juvenil, adolescente, infantil), faz-se necessário não esquecer a catequese na diversidade, que inclui os grupos indígenas, afro-brasileiros, as pessoas com deficiência, os marginalizados e excluídos, as pessoas em situações canonicamente irregulares. Ainda devem ser tidos em conta os grupos diferenciados (profissionais liberais, artistas, universitários, migrantes…), os diversos ambientes (rural e urbano), o contexto sócio-religioso (pluralismo cultural e religioso, a religiosidade popular, o ecumenismo, o diálogo inter-religioso, os recentes movimentos religiosos), e o contexto sócio-cultural (inculturação, comunicação e linguagem) para que possamos alcançar a todos.

O contexto social
O parágrafo 86 do DNC cita a Constituição do Vaticano II, Gaudium et Spes 1: “as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”. Portanto, a vida humana e tudo aquilo que a envolve faz parte do anúncio catequético, que não pode ignorar o mundo em que vivemos.

O que um/a catequista precisa conhecer?
Levando em consideração a mensagem, o interlocutor e o contexto social, o DNC (nº 269) apresenta os conteúdos que um/a catequista precisa conhecer para desempenhar com qualidade e segurança seu ministério:
a) a Palavra de Deus, fonte da catequese: “A Sagrada Escritura deverá ser a alma da formação”;
b) o núcleo básico da nossa fé: as quatro colunas (credo, sacramentos, mandamentos/bem-aventuranças, pai-nosso);
c) as ciências humanas, de modo especial um pouco de pedagogia e psicologia; d) o Catecismo da Igreja e os documentos catequéticos (Catequese Renovada, Catechesi Tradendae, DGC, DNC…);
e) a pluralidade cultural e religiosa: educação para o diálogo com o diferente; f) os acontecimentos da história: descoberta dos sinais e dos desígnios de Deus;
g) a realidade local: história, festas e desafios do lugar em que se vive;
h) os fundamentos teológicos da ação pastoral: rosto misericordioso, profético, ministerial, comunitário, ecumênico, celebrativo e missionário.

O saber não é algo isolado, mas está em estreita conexão com o ser (pessoa) e o saber fazer (metodologia) do catequista.
Um/a catequista bem preparado/a será capaz de formar discípulos de Jesus comprometidos com a causa do Evangelho e do Reino: vida plena para todos. Isto inclui todas as dimensões da vida humana, que precisam ser fecundadas pela semente do Evangelho. A formação é o espaço que temos para nos tornar “adultos na fé rumo à maturidade em Cristo”.

Escrito por jcdbatista

Outubro 26, 2009 em 8:39 am

Proclama a Palavra, anuncia a Boa Notícia!

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A Palavra de Deus estará no centro de todos os trabalhos da Renovação Carismática Católica do Brasil no ano que vem. O tema, inspirado em II Timóteo 4, 1-5, será: “Proclama a Palavra, anuncia a Boa Notícia!”. Este é o tema geral para todas as atividades e também o tema específico do Congresso Nacional.

Segundo o presidente da RCC, Marcos Volcan, quando o Conselho Nacional define uma temática, o faz para colocar em evidência aspectos que são fundamentais na vivência carismática. “O amor pela Palavra é uma das primeiras consequências do Batismo no Espírito Santo”, lembra Marcos, ao explicar a escolha para 2010.

Na verdade, trata-se de uma continuidade ao tema do Senhorio, desenvolvido este ano, como explica o conselheiro Reinaldo Beserra, coordenador de São Paulo: “cresceu em nós a consciência do Senhorio, e não dá para guardar isso. Proclamar que Jesus é o Senhor, com tanta ênfase, como estamos fazendo durante todo este ano, tem enchido nossas vidas de tamanha alegria, que é preciso partilhar, temos que dar essa Boa Notícia ao mundo: em Jesus temos o sentido pleno da vida”.

O Congresso Nacional será realizado entre os dias 15 e 18 de julho, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Os demais eventos da RCC, também serão centrados na Palavra de Deus, mas terão temas específicos. O do Encontro Nacional de Formação (ENF) foi inspirado no livro de Neemias: “Unidos pela Tua Palavra, reconstruiremos as muralhas…”. De acordo com Reinaldo Beserra, dentro da moção de retomada da Palavra, queremos escutar o chamado do Senhor, “porque quando estamos unidos, Deus age em nosso favor e, assim, somos capazes de reparar as brechas abertas em nossa identidade”. Reinaldo aconselha que todos se preparem para o Encontro lendo o livro de Neemias, principalmente os quatro primeiros capítulos.

O ENF será realizado no fim do mês de janeiro em Lorena/SP, no Vale do Paraíba. Em breve, divulgaremos mais informações sobre este evento tão importante para a liderança carismática.

Ainda foi discernido o tema do Encontro de Reflexão Teológico-Pastoral, a ser realizado durante o ENF, também em Lorena: “O Verbo, verdadeira luz, ilumina todo homem!” (cf. Jo 1, 9).

Já o carnaval terá como tema: “Tua Palavra, luz para o meu caminho!” (Sl 119, 105).

O discernimento dos temas foi feito durante a última reunião do Conselho Nacional, realizada entre os dias 08 e 12 de outubro em Fortaleza no Ceará.
 

 

Leia mais:

Conselho Nacional da RCC planeja a vida do Movimento

Escrito por jcdbatista

Outubro 19, 2009 em 10:31 am

Publicado em Proclama a Palavra anuncia a Boa Nova

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Arte a serviço do belo e do bem

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Padre Wagner
Foto: Clarissa Oliveira

Alguém chegou para Jesus e perguntou que devo fazer para ganhar a vida eterna. meus irmãos e irmãs de certa forma, todos se questionam a respeito da felicidade. Todos nós buscamos a felicidades, nós cristãos sabemos que seremos felizes na posse da vida eterna, mas essa pergunta que o homem faz é a pergunta que todo ser humano faz para ser feliz, que caminhos devo trilhar para possuir a felicidade. E Jesus deixa muito claro para aquele homem que deveria trilhar os mandamentos de Deus, para que pudesse chegar a vida eterna. Ele deveria praticar os mandamentos de Deus. Jesus deixa claro que a posse da vida eterna depende da realização dos mandamentos de Deus.

O homem do evangelho, após a resposta que Jesus dá a respeito dos mandamentos, respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. (Marcos 10,17-30). Uma tremenda coragem, mas acredito que esse homem foi sincero. Aquele homem apresenta verdade da sua vida, “Senhor eu tenho observado os mandamentos de Deus”, mas ele apresenta sua verdade, pois ele observa que a prática das leis de Deus, não era suficiente, ainda o deixava insatisfeito. Santo agostinho disse: “a pessoa que prática os mandamentos, ele começa levantar a cabeça para liberdade, mas ainda não é a liberdade”. E jesus que é a palavra de Deus viva, olhou para aquele homem, com olhar de profundo amor e esquadrinhou, fez um raio- x, e vê a insatisfação do coração daquele homem, que praticava com radicalidade os mandamentos de Deus, mas percebia que isso não era suficiente para ganhar a vida eterna e diz: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!” (Marcos 10,21)

Neste momento Jesus apresenta para este homem o que deveria fazer para ser livre, para possuir a verdadeira liberdade. Jesus não está fazendo uma crítica as riquezas, mas ele critica que aquele homem, era um escravo de suas riquezas, de suas posses. Com coerência aquele homem procurava colocar em prática os mandamentos de Deus, mas ia acumulando bens e ficou escravo, da sua ganância, do desejo de poder.

Jesus não faz critica a pessoa que é rica, mas coloca em evidência qual era a causa da insatisfação, aquele homem era dominado por sua ganância, por isso a prática dos mandamentos, não era suficiente para ganhar a vida eterna.

O que está em jogo é a vontade de ser livre, para fazer se si mesmo, um dom de amor para glória de Deus. Todos os mandamentos da lei de Deus foram sintetizados por Jesus em 2 mandamentos, amar a Deus e o amor ao próximo. Para que eu possa amar, fazer de mim mesmo, um dom para o bem dos outros, para eu amar a Deus, eu preciso fazer da minha vida um dom para Deus e um dom para fazer bem para o próximo, eu não posso dar o que eu não tenho.

Quando a pessoa é escrava, ela não pode fazer se si um dom para outros, não pode se fazer dom para Deus e não pode fazer dom para o próximo. O caminho de nós nos libertamos de toda escravidão , é o caminho do amor. Precisamos romper com toda escravidão para nos fazer um dom para Deus e para os outros. Aquele homem foi embora muito triste porque ele possuía muitas riquezas. Jesus disse: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!” (Marcos 10,23)

Padre Wagner
Foto: Clarissa Oliveira

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Fazer parte do reino de Deus, orientar a vida, para eternidade em Deus , significa assumir os valores do Reino de Deus. Para que nós possamos viver em comunhão com Deus e irmãos é preciso encarnar os valores de Deus.

Que valor, além do amor, devemos encarnar na nossa vida? A justiça, a caridade, o perdão, a reconciliação, a paz, tudo isso diz respeito aos valores do reino de Deus para orientarmo nossa vida para a eternidade. Jesus faz uma hierarquia de valores, no topo está o amor, que devemos buscar com avidez, que precisamos do Espírito santo, pois sem ele é impossível conseguirmos.

Na primeira leitura, o livro da Sabedoria nos apresenta uma hierarquia de valores, e segundo o livro, o primeiro valor é sabedoria. E o autor da sabedoria coloca a sabedoria em primeiro lugar que é mais importante que os bens materiais, mas também a coloca como maior que os bens físicos, a saúde e beleza.

Nós que somos cristãos devemos acima de tudo buscar o amor e com amor buscar a sabedoria. Se você quer ser feliz, orientar sua vida para eternidade em Deus, e sonha possuir a vida eterna, se quer aqui encarnar o amor de Deus , busque o amor e a sabedoria. Tenha sede de amor e sede de sabedoria. Essa sabedoria, não se aplica com os livros de ciência, eles são importantes, mas ela vem do Espírito da graça de Deus.

A sabedoria é humilde, é dom do alto, ela se realiza sobretudo na vida dos simples, porque encarnam em sua vida os valores do Reino de Deus. Vivem a sabedoria como dom de Deus para o bem dos outros, pois a a felicidade consiste em fazer a felicidade dos outros, se quer ser feliz, faça os outros felizes.

Tanto a saúde como a beleza., são bens que não devem ser desprezados, devemos cuidar da nossa saúde e beleza, porém a sabedoria em primeiro lugar. A saúde e beleza, são bens que não me orientam para vida eterna, mas a sabedoria sim.

Neste acampamento para artistas, fico muito contente que a beleza vem a tona na primeira leitura, pois existe entre a arte e o belo, uma relação muito estreita. O autor de toda e qualquer beleza é o próprio Deus. Deus é o belo por excelência. Mas ao mesmo tempo, Deus não é somente o belo, mas também o sumo bem. Em Deus o belo e o bem se coincide, se identificam perfeitamente, Deus é belo porque é bom, e ao mesmo tempo a beleza de Deus se manifesta na sua bondade. O bem exerce uma força atrativa, por isso é que em Deus o belo e o bem se identificam, a autentica beleza atrai. A beleza passageira nos atrai temporariamente, mas a autentica, verdadeira nos atrai profundamente, pois ela esta totalmente entrelada com o bem, e percebemos que aquela arte manifesta o belo e o bem.

É importante que o mundo contemple o belo e por ela o mundo se salve, a nossa arte deve estar a serviço do bem. O artista que se compromete a serviço de Deus, faz uma arte para o bem. Ética e estética, o bem e o belo em Deus se coincide. Um artista católico deve suplicar o dom da sabedoria, para que sua arte feita com sabedoria, manifeste o belo e salve o mundo do desespero e passe o bem.

O verdadeiro artista não pode achar que basta colocar em prática alguns mandamentos de Deus, vemos que o homem rico praticava todos os mandamentos, mas era um frustado pois era escravo da sua riqueza.

Arista se você tem alguma escravidão dento do seu coração, suplique ao Espírito de Deus pelo dom da sabedoria, para que possa atrair as pessoas para o belo que é Deus.

Eu invoco o Espírito de Sabedoria para os artistas, para que sua arte esteja comprometida com o bem e não somente o belo. Pois quando a arte se compromete apenas com o belo, sem se comprometer com o bem, levam as pessoas para o desespero.

É o Espírito que provoca o artista para se comprometer com o belo e ao mesmo tempo com o bem.

Escrito por jcdbatista

Outubro 12, 2009 em 10:51 am

Campanha Missionária:Enviados para Anunciar a Boa Nova (Lc 4.18)

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Mais uma vez está aí o mês de Outubro nos convidando para celebrar com entusiasmo e muita abertura a Campanha Missionária. Ela é promovida pela Pontifícia Obra da Propagação da Fé, sediada em Roma, e é realizada em todas as dioceses e paróquias do mundo inteiro. A campanha tem seu ponto alto no Dia Mundial das Missões, celebrado no penúltimo domingo do mês de Outubro, este ano, dia 18.

Após um ano de atividades, o Mês Missionário se apresenta como uma oportunidade para as comunidades e, particularmente, para as suas lide­ranças, mostrarem seu crescimento espiritual e apostólico. Assim, através das mais diversas iniciativas, promovem-se o espírito missionário entre os fiéis e o anúncio da Boa Nova aqui e no mundo inteiro.

Infelizmente, apesar de todos os esforços já realizados pela Animação Missionária nos mais diversos níveis, a consciência missionária da Igreja no Brasil ainda é inex­pressiva. Em todos os tons já foi dito e repetido que a responsabilidade pelas Missões é de todos os balizados, pois ninguém tem o direito de se furtar a essa obrigação.

O Apóstolo Paulo, a quem acabamos de celebrar 2000 anos de nascimento, afirmou: “Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obriga­ção que me foi imposta. Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16).

QUEM DÁ A VIDA

Primeiramente, é bom afir­mar que a contribuição ou ajuda maior que o cristão pode oferecer às missões é, sem dúvida alguma, a da oração e dos sacrifícios.

Vem depois a entrega pessoal, por um determinado período, ou por toda a vida, às Missões, como serviço à humanidade e da difu­são do Evangelho. Sobre isso, o saudoso papa João Paulo II afir­mou: “Não existe maior serviço ao mundo do que o serviço missionário”. Centenas de milhares de missio­nários continuam dando o me­lhor de si, nos cinco continentes, para a difusão do Evangelho.

CONTRIBUIÇÃO MATERIAL

No Dia Mundial das missões, todo católico é também convi­dado a dar a sua ajuda material para as Missões.

Todo ano crescem as necessi­dades da Igreja Católica no mun­do. Cerca de 1.100 dioceses em territórios de Missão recebem regularmente ajuda financeira, mas, anualmente, surgem no­vas dioceses a serem auxiliadas; abrem-se novos seminários para receber mais jovens que desejam seguir Cristo como sacerdotes.

Há regiões destruídas por guerras ou fenômenos naturais, que devem ser reconstruídas. Há também regiões que, após muitos anos fechadas à evangelização, es­tão se abrindo novamente para ou­vir a mensagem de Cristo.

Os pedidos de ajuda para a ca­tequese, para os meios de comuni­cação e de transporte, para a cons­trução de capelas, de orfanatos e de escolas são constan­tes. Isso tudo mostra como é necessária e urgente a coopera­ção dos católicos de todo o mundo.

NO BRASIL

Para animar o Mês das Missões, as Pontifícias Obras Missionárias enviam anualmente vários subsídios a todas as dioceses do Brasil. Entre eles: a Mensagem anual do Papa; santinhos com a Oração Missionária anual, folhetos informativos e com­plementares para as Missas domini­cais, cartazes, livreto com Celebra­ções e o envelope para a Coleta do Dia Mundial das Missões.

Para uma animação missionária em geral, visitas e participações em encontros são realizadas pelo Diretor Nacional e Secretários Nacionais de cada uma das obras missionárias pontifícias, a saber: Propagação da Fé, Infância Missionária, São Pedro Apóstolo e União Missionária.

A COLETA

A coleta feita no Brasil, todo ano, no Dia Mundial das Missões, é desti­nada ao Fundo Mundial de Solidarie­dade Missionária. Boa parte da coleta feita no Brasil retorna ao País para subsidiar cerca de 150 projetos anuais em nossas dioceses e pa­róquias, seminários e ca­sas de formação.

Nos últimos anos, a coleta tem crescido, mas muito já recebemos, po­demos agora “dar de nossa pobreza” (Puebla, 368). Os recursos financeiros do Dia Mundial das Missões, celebrado no Brasil, têm ajudado projetos em outros países, dentre os quais: índia, Ruanda, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, República Democrá­tica do Congo, Malavi, Etiópia, Indoné­sia, Timor Leste, Filipinas e Equador.

Todos os anos, o relatório das coletas é apresentado no boletim das POM (SIM) e disponibilizado no sitio www.pom.org.br. As ofertas mundiais, em 2008, alcançaram a cifra de US$ 163.007.478,80. No Bra­sil, arrecadamos R$ 4.035.997,28. Sem dúvida, poderíamos recolher muito mais se considerarmos o número de católicos do Brasil. E necessário, portanto, organizar melhor a Campanha Missionária e fazer chegar a todos o apelo de solidariedade mundial.

CONCLUSÃO

“A messe é grande, mas os traba­lhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe que mande operá­rios para a sua messe”. (Lucas 10,lss). Estas palavras de Jesus conti­nuam válidas. Depois de dois mil anos, a messe continua grande e, os operários, poucos.

Há o clamor insistente de milhares de pessoas que querem conhecer Jesus, mas falta quem O anuncie. A colaboração material de cada cristão católico para as Mis­sões possibilita um envio cada vez maior de missionários “ad gentes”.

Como podemos verificar, o ob­jetivo maior da Campanha Missio­nária do mês de outubro consiste em despertar para a Missão todos os que dormem.

Queridos leitores, gos­taria que vocês se destacassem pela oração, pelo empenho na celebração do Outubro Missionário e pela escuta da voz de Deus, que sempre está precisando de novos operários para a sua vinha. São os votos deste vosso amigo que vem trabalhando, em todo o Brasil, para que surja e se fortifique a Ju­ventude Missionária.

Pe. Vitor Agnaldo Menezes – Secretário Nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé 

CONCLUSÃO

A messe é grande, mas os traba­lhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe que mande operá­rios para a sua messe”. (Lucas 10,lss). Estas palavras de Jesus conti­nuam válidas. Depois de dois mil anos, a messe continua grande e, os operários, poucos.

Há o clamor insistente de milhares de pessoas que querem conhecer Jesus, mas falta quem O anuncie. A colaboração material de cada cristão católico para as Mis­sões possibilita um envio cada vez maior de missionários “ad gentes”.

Como podemos verificar, o ob­jetivo maior da Campanha Missio­nária do mês de outubro consiste em despertar para a Missão todos os que dormem.

Queridos leitores, gos­taria que vocês se destacassem pela oração, pelo empenho na celebração do Outubro Missionário e pela escuta da voz de Deus, que sempre está precisando de novos operários para a sua vinha. São os votos deste vosso amigo que vem trabalhando, em todo o Brasil, para que surja e se fortifique a Ju­ventude Missionária.

Pe. Vitor Agnaldo Menezes – Secretário Nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé

Escrito por jcdbatista

Outubro 5, 2009 em 11:56 am

Tudo a partir da páscoa de Jesus

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Hoje nos deparamos com este evangelho, onde São Marcos nos apresenta, o que se chama do segundo anuncio da paixão, no domingo passado, o próprio evangelista nos apresentou o primeiro momento onde Jesus fala sobre sua paixão, morte e ressurreição, mas o evangelista ainda, coloca um terceiro momento, onde Jesus fala abertamente sobre sua morte e ressurreição, é interessante percebermos a insistência de Jesus, de falar de sua páscoa.

Como ouvimos no evangelho de hoje, Jesus e seus discípulos atravessam o mar da Galiléia, mas Jesus não queria que ninguém soubesse, pois Ele estava ensinando os seus discípulos, era uma formação particular, somente para os seus discípulos. Jesus queria deixar bem claro, para os que estavam seguindo que Ele iria manifestar o reino de Deus de uma forma sublime no mistério da sua paixão, morte e ressurreição.

Ao falar disso, os discípulos não entenderam, no evangelho de hoje, acontece a mesma coisa, eles não entenderam, enquanto eles percorriam o caminho e Jesus ia falava de sua páscoa, eles discutiam entre si, quem era o maior entre eles, estavam preocupados com os títulos, com a boa posição, por isso que Jesus precisou insistir, deixar bem claro no coração de seus discípulos, que sua missão se realizaria, por meio de sua páscoa.

A liturgia da palavra de hoje, quer deixar bem claro que na vida do cristão, o centro deve ser a páscoa de Jesus, sua paixão, morte e ressurreição, Quem a discípulo de Jesus? Sua identidade? A identidade se revela no mistério pascal.

A vida do cristão, deve ser uma vida toda ela vivida em comunhão com o mistério pascal de Cristo. Comunhão que cultivada, pela participação na igreja, principalmente na eucaristia. Pelo mistério pascal Jesus nos ensina, que ele não veio para ser servido, mas para servir, para a salvação de todos.

Reinar é servir, fazer de sua vida um dom, um sacrifício em função da salvação dos irmãos.

Padre Wagner
Foto: Robson Siqueira

Nós estamos neste final de semana vivendo um acampamento particular em função do encontro de novas comunidades, quero dirigir uma palavra aos fundadores e todos aqueles que fazem parte de uma comunidade, nas novas comunidades e isso também serve para você que faz parte de uma comunidade paroquial, nas nossas comunidades tudo precisa partir do mistério pascal e tudo precisa voltar para o mistério pascal.

A vida fraterna em comunidade, o apostolado, a missão, tudo precisa partir e voltar para o mistério pascal, porque do contrário, acontecerá o que São Tiago nos diz na segunda leitura: “Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda espécie de obras más.” Uma comunidade cristã , vai de mal a pior porque perdeu de vista, a razão de ser de sua própria comunidade, a paixão de cristo.

Vocês sabem que não existem vida sem sofrimento, e na hora da dor, o sofrimento pode ser físico de ordem moral, espiritual, mas não há existência humana, sem a experiência do sofrimento. Se não tivermos essa consciência poderemos nos desesperar, pois a vida cristã é marcada pela paixão de Cristo, mas se você não responde a essa fé, a cruz irá pesar muito mais, na nossa vida.

A paixão, morte e ressurreição de Jesus, precisa ser assimilada pela fé, pela vida comunitária, pela eucaristia. Assimilar que a páscoa de Jesus precisa ser a minha páscoa, o meu coração precisa bater em sintonia, com o coração de Jesus. Assim também precisa ser em nossas comunidades, tudo o que uma comunidade é e faz, precisa ter a marca da paixão, morte e ressurreição de Jesus, como tudo na sua vida, precisa ter a marca da paixão, morte e ressurreição só Senhor, do contrário nossa vida se torna um inferno, sem sentido, que nos deixa desorientado, perdido, assim vejo acontecer na vida de muitos membros de novas comunidade, porque perderam de vista o fundamento de vida cristã.

Nós estamos aqui como membros de comunidades, como membros da Igreja, para professarmos nossa comunhão com o mistério pascal de Cristo, eu sigo Jesus onde quer que ele vá, eu sigo Jesus no mistério da sua paixão e morte, para seguir Jesus no mistério da ressurreição, no dia final eu ressuscitarei com Cristo, mas até lá, pela graça de Deus eu irei perseverar no seguimento de Cristo na sua paixão, morte e ressurreição.

Padre Wagner
Foto: Robson Siqueira

São Tiago nos que é preciso que despertem os sábios, quem semeia a paz nas comunidades? Os sábios e ele diz muito bem que a sabedoria que vem do alto e que torna os discípulos sábios “17Por outra parte, a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento. ”, ele não diz de uma sabedoria, que vem de estudos, ele diz de uma sabedoria que vem do Espírito de Deus e que torna portanto, os simples, humildes, torna essas pessoas sábias, nossas comunidades precisam desses sábios, pois eles são puros, pacíficos, modestos, conciliadores, cheios de misericórdia … Assim devem ser os membros das comunidades Cristãs, da novas comunidades, para não dar lugar a intrigas, fofocas, disse-me-disse…

Os sábios que são puros modestos, na realidade são pessoas que vivem seu dia-a-dia aprendendo da graça, sabedoria que nos vem da páscoa de Jesus.

Está é a sabedoria do alto e esta sabedoria que nossas comunidades precisam, Jesus é o Senhor, mas São Paulo nas carta aos filipenses no capítulo 2 diz: “sim, Ele é o Senhor, mas antes ele humilhou a s i mesmo, aceitando em sua vida, a morte de cruz, mas Deus em sua misericórdia, o ressuscitou.”

Irmãos e irmãs, compreendam o carisma, a espiritualidade a partir da páscoa de Jesus, a vida fraterna, organizem a estrutura, façam discernimento do estado de vida, a partir da páscoa de Jesus, e não segundo as honrarias do mundo. Jesus foi eternamente glorificado porque foi servo de todos.

Peço ao Senhor que nos abençoe com o mistério de sua páscoa, você, com sua comunidade, acolher de um modo novo, a páscoa de Jesus, que se torne vida da sua vida.

Escrito por jcdbatista

Setembro 22, 2009 em 10:17 am

3º Congresso vocacional do Brasil 2010

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3º Congresso Vocacional

III Congresso Vocacional do Brasil, mas, por quê? 

 Esta é a pergunta que fazemos neste tempo em que se divulga e se organiza o III Congresso Vocacional do Brasil, a ser realizado de 3 a 7 de setembro de 2010, em Itaici, São Paulo. Ele terá por tema: “Discípulos-missionários a serviço das vocações”, e por lema: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações”. Este novo evento propõe-se a celebrar a caminhada do serviço de animação vocacional, a aprofundar a teologia das vocações na perspectiva do discipulado e da missionariedade, a consolidar a identidade do animador (a) e do serviço de animação vocacional, e a oferecer pistas de ação para o trabalho vocacional. 

Pretende-se, ainda, acolher, como horizonte e referência, o Sínodo sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, e o Documento de Aparecida, com todas as suas indicações. As temáticas desses eventos são pertinentes e decisivas para a questão vocacional. Sem esquecer que recentemente o papa Bento XVI convocou um Ano Sacerdotal, já em andamento, tendo por tema: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”, com o objetivo de “fazer perceber sempre mais a importância do serviço e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea”.Mas, verdadeiramente, é necessário mais um congresso? Quais seriam as razões de sua realização? De onde provem esta necessidade? Buscarei responder algumas destas questões na medida em que tive a oportunidade de acompanhar e participar da programação e da realização dos dois eventos precedentes, o primeiro em 1999, e o segundo em 2005, e estou envolvido na preparação deste III Congresso.Antes de tudo, também nós, da animação e da pastoral vocacional, nos propomos à “grande tarefa de proteger e alimentar a fé do povo de Deus e recordar aos fiéis deste Continente que, em virtude de seu batismo, são chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo”. Trata-se de um mandato, uma missão que devemos realizar, o de despertar, discernir, cultivar e acompanhar a vocação dos batizados para que sejam verdadeiramente discípulos-missionários de Jesus Cristo. Esta tarefa protetora e alimentadora da fé, e de memorial, também é nossa e queremos cada vez mais assumi-la integralmente. A primazia deve ser dada à vocação de cada cristão à santidade. A ordem de Jesus é explícita, objetiva, é ir, e fazer discípulos.

Escrito por jcdbatista

Setembro 14, 2009 em 11:58 am

Publicado em 3º Congresso vocacional do Brasil 2010

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A vida é feita de escolhas

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A vida é feita de escolhas Deus quer ter uma oportunidade em nossa vida. Nada pode ser mais importante do que você deixar Deus fazer uma tenda no seu coração. O Brasil mudará, quando cada um deixar o seu coração ser um lugar privilegiado de Deus, onde Deus esparrama seus amores, seus objetivos, sua vontade.

A vida de Deus está em mim, está em você.

É tão interessante percebemos que aquilo que somos hoje é um conjunto de escolhas que fizemos e que fizeram por nós. Muitas coisas nós não conseguimos entender porque somos fenômenos, estamos em construção, em constante manifestação.

Padre Fábio de Melo durante a pregação
Foto: Wesley Almeida

Quando fazia faculdade, minha professora de psicologia dizia diante dos meus questionamentos: “Nenhum ser humano é incoerente”. Eu questionei mais uma vez, ‘como não’? E ela explicou: “cada um escolhe de acordo como aprendeu”. Eu entendi que cada um escolhe diante do contexto da sua história.

Não importa o contexto de incoerência, não importa as escolhas, mas hoje somos convocados a vê nossas escolhas diante da Palavra de Deus, e tomando consciência, tenha disposição de viver o novo. Está diante de ti a vida e a morte, você escolhe.

Aquilo que eu e você somos hoje é resultado das escolhas que fizemos, e que fizeram por nós. Há traumas, que são as escolhas erradas que optaram por nós, ou nós mesmos optamos.

Motivos inconscientes também nos motivam a escolher. Muitas vezes o que chega para nós são escolhas que fizeram por nós. Assaltantes, chegam roubando, matando, são incoerentes, mas essa foi a preparação que eles receberam, porque infelizmente faltou na vida dele um dizer não, um conselho, um carinho.

Nós estamos buscando viver um caminho de lei porque esquecemos que quando a Palavra de Deus é bem compreendida somos bem formados para escolher. Criar uma lei dizendo o que pode ou não pode fazer com os nossos filhos, é um absurdo; lei que venha proibir um pai a bater em seu filho. Construa família de Deus, e se deixe instruir pela Palavra.

Milhares de fiéis acompanhando a pregação do sacerdote
Foto: Wesley Almeida

Não é possível educar alguém se não ensinamos a liberdade. Um país só dará certo se entendermos que somos livres, e na nossa liberdade é preciso fazer a opção da vida.

Se nós não damos o contexto da escolha, as pessoas vão viver uma obrigação. Quando nós construímos uma oportunidade para escolher, damos a liberdade ao outro.

Coloco diante de ti a vida e a morte a opção é a sua.

A Palavra de Deus deve entrar em nossa veia. O que você escolhe viver e trazer para sua vida é o caminho de bênção ou de maldição.

Você não pode falar o que você quer investir em seu país, em sua cidade, em seu estado, mas lembre-se que você é quem elege as pessoas que vai administrá-lo.

A vida é feita de eleições, um dia você elegeu o prefeito da sua casa, seu esposo, e no tempo de campanha mandava flores, era todo carinhoso, depois casou tomou posse da prefeitura, e muitos se tornaram o que bem sabemos. Um casamento precisar viver sempre em tempo de campanha.

Muitas vezes as coisas dão errado em nossas vidas por causa das nossas eleições. Quantas vezes a morte entra na nossa vida, diante daquele que elegemos em acolher os conselhos. Cuidado com o que você elege de importante em sua vida.

Só podemos dizer que o Brasil é um país cristão, se nós somos cristãos, Deus quer esparramar Suas coisas dentro de nós.

Algumas pessoas estão escolhendo a morte, eu escolho a vida; algumas pessoas estão escolhendo o que não presta, eu quero escolher o que presta.

Fiquemos no lado de quem é justo.

Coisa boa quando queremos para nossa vida a mesma coisa que Deus quer. Quantas coisas você elegeu para sua vida que não vale a pena, limpa a tenda do seu coração, expulsa os lixos que o mundo colocou, limpe para que Deus possa esparramar Suas coisas em seu coração.

A cada acampamento nós Canção Nova queremos que saia pelo Brasil uma nova fração de cristãos decididos por Deus.


Escrito por jcdbatista

Setembro 7, 2009 em 11:48 am

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Ano Catequético:Catequese Caminho para o Discipulado

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Estamos no Ano Catequético Nacional, preparando a 3ª Semana Brasileira de Catequese que acontecerá de 6 a 11 de outubro de 2009 em Itaici, SP, com o tema: “Iniciação à Vida Cristã”. O Ano Catequético acontece num contexto de evangelização em que a Igreja é desafiada a propor o “primeiro anúncio” (querigma) do Evangelho. Pois os destinatários ou interlocutores de nossos trabalhos pastorais, os catequizandos, suas famílias, enfim, as comunidades não encontram-se mais numa estrutura de cristandade. Passa-se de uma fé herdada para uma opção pessoal e comunitária da fé.
 

O primeiro anúncio se refere à pessoa de Jesus Cristo e sua mensagem. O anúncio evangélico traduz-se de várias maneiras e se expressa como: história da salvação, plano de redenção, mistério pascal, revelação do Deus amor. A mensagem é o Reino de Deus, projeto anunciado por Jesus Cristo de um mundo reconciliado e fraterno, a realização dos valores que o coração humano deseja e sonha: a felicidade, a justiça, a paz, a verdade.
 

O anúncio do Reino vai além das fronteiras estabelecidas por um modelo de Igreja voltada para sua própria conservação e expansão, para assumir uma orientação missionária em que todo discípulo é missionário e se sente enviado ao coração do mundo para testemunhar e servir. Portanto, o anúncio está vinculado com o serviço, o testemunho. Aqui fazemos memória de Madre Tereza de Calcutá, cuja vida foi dedicada aos pobres da Índia, sem a intenção de convertê-los. A ela interessava simplesmente fazer-lhes viver uma experiência de amor autêntico.
 

O texto base do Ano Catequético inspirado na experiência dos discípulos de Emaús apresenta o itinerário, o caminho a ser percorrido pelo discípulo missionário, através do encontro com o Ressuscitado no caminho, na Palavra, na Eucaristia. Neste itinerário somos todos discípulos e aprendemos com as atitudes do Mestre. A primeira atitude de Jesus é aproximar-se. Não se apressa em anunciar a sua mensagem, pacientemente escuta, faz perguntas, para que os interlocutores se expressem livremente e desabafem. Não se arrisca começar a falar antes de conhecer as preocupações dos discípulos, pois os seus problemas são o ponto de partida da conversa.
 

Que as luzes surgidas a partir da reflexão do texto base possam despertar para a catequese da escuta, da aproximação e surjam propostas concretas para uma catequese missionária, capaz de propor um itinerário de fé, em que se prioriza a iniciação à vida cristã, capaz de formar cristãos adultos na fé conscientes de sua missão na Igreja e na sociedade.

Ir. Zélia Maria Batista, CF
Assessora Nacional da Comissão para Animação Bíblico-Catequética
Fonte: CNBB

Escrito por jcdbatista

Agosto 31, 2009 em 10:24 am

Amor esponsal e fidelidade a Deus

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“Ao acolher o irmão, Deus se revela em nós”, este tema do 22º Avivamento Vicentino nos convida de modo especial neste mês de agosto, o mês vocacional por excelência a sermos fiéis ao Deus de Jesus, a sermos fiéis ao próprio Jesus, exercendo o ofício e missão que Ele mesmo exerceu. Nos convida a fidelidade ao Espírito Santo, que nós convoca e nos envia em missão, fidelidade ao Deus da vida – acolhedor, fidelidade ao Deus libertador, que resgata o seu povo do Egito, ao Deus que vê, ao Deus que ouve as misérias e os clamores de seu povo amado. Deus toma pela mão e os conduz a terra prometida, a terra onde devemos aspirar, onde seu povo pode viver na liberdade e louvar o seu Deus. A caminhada do seu povo no deserto é marcada por dificuldade e fraquezas na fé, Deus envia as suas palavras, suas leis que acompanharam seu povo pelo deserto, Deus envia o pão da vida, o maná do deserto para saciar a fome, á agua que jorra da pedra para saciar a sede. Deus coloca a frente de seu povo, um amigo, Moisés. Esse povo de Deus chega a terra da promessa e Josué entra com este povo na terra prometida, o coração humano marcado pela tendência do mal, peca contra Deus, se afasta d’Ele, tem medo, desconfia. Josué, como a grande liderança, convoca este mesmo povo e chama para manter a fidelidade. “Se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses, a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor” (Josué 24,15). Padre Wellington Martins Foto: Regiane Calixto Está palavra de Josué ecoa no coração seu povo e deve ecoar em nossos corações, “Eu e minha família serviremos ao Senhor” nosso Deus, Aquele que nos liberta. É um chamado a fidelidade, devemos manter a fidelidade Àquele que é fiel conosco. Nós que uma vez ou outra não somos fiéis com Ele, pela vezes que somos dominados pela ganância, medos. O Deus que reina é o Deus da vida, Deus-caridade, a esse Deus devemos ser fiéis. Assim como aquele povo diante de Josué, retomou seu caminho, nós também devemos retomar a fidelidade e de modo nenhum abrirmos mãos do Deus acolhedor. O relacionamento que temos com Deus, é um relacionamento afetivo, é um relacionamento que deve ter os esposos, um amor esponsal, um marido é chamado a viver na fidelidade com sua esposa, a esposa é chamada a viver a fidelidade com seu esposo, é essa fidelidade que forma a família de Deus. O adultério mata, causa a desunião, é diabólico. O amor entre o casal, o amor da família é o amor que Deus tem para com a humanidade por Jesus Cristo, que é o esposo, e nós que formamos a Igreja, a esposa de Cristo, por isso nosso relacionamento é de fidelidade, compromisso. Neste compromisso que temos, a Igreja se fortalece. A igreja é fundada na fidelidade, dá seu testemunho, como vicentinos conscientes devemos dar testemunho de fiéis, devemos rezar a Deus que nos livre do mal da infidelidade. Com este testemunho convertemos muitos corações para Deus e para o coração da Igreja, para o serviço de Jesus em favor dos mais pobres, por isso, nós vocacionados por Deus, enfrentamos desafios, o caminho de Deus não é fácil, tem as suas exigências. Seguir Jesus é assumir desafios na vida, compromisso com Deus, é ser radical na fidelidade, é dar testemunho profundo e convicto da nossa fé. Jesus disse isso porque sabia que muitos que estavam ali, não tinham conhecimento profundo do que estavam abraçando, projeto de vida, projeto de amor, alguns foram saindo, acharam por demais difícil o seguimento de Jesus. Outros ficaram, E Jesus lança o desafio: “Vós também vos quereis ir embora?”(João 6,67) Aceitam o desafio do Reino de Deus? E nós diante do chamado de Deus, aceitamos esse compromisso esponsal, abraçamos nossa fidelidade, como deveríamos abraçar a nossa fidelidade aos irmãos? E simão pedro em nome do discipulado diz: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. (João 6,68-69) A experiência profunda de fé, em acreditar que Jesus era o messias, o faz dizer estas palavras com toda a convicção. Qual é a nossa resposta ao convite de Jesus? “Só tu tem palavras de vida eterna”. Sabendo que Jesus é o caminho que nos leva ao Pai, nós damos testemunho do desafio que enfrentamos para viver os valores do Reino para promover a paz e a justiça, promover a liberdade de todos, fazer com que a justiça do reino aconteça. Devemos manter firmes a nossa vocação, a nossa missão, manter a nossa fidelidade a Deus e aos pobres, ao Reino de Deus, assim, irmãos e irmãs, teremos uma Igreja viva, uma Igreja de discípulos missionários de Cristo. Que pela força do Espírito Santo de Deus, todos e cada um de nós, sejamos servidores de Deus, nas pessoas dos empobrecidos e vulneráveis de nossa sociedade. Que tenhamos coragem de seguir Jesus e enfrentar todos desafios da vida. Que pela força do Espírito Santo de Deus anunciemos, testemunhemos Cristo Jesus com a nossa presença solidária e fraterna de Vicentinos que somos.

Escrito por jcdbatista

Agosto 24, 2009 em 10:57 am